Trirriense cria plataforma que conecta doadores de sangue aos hemocentros

o lado de dois amigos – Fernando Berwanger e Ricardo Morcelli, o trirriense Gabriel Carias Ramos Branco, de 21 anos, estudante do 6º período de Engenharia Acústica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)-RS, criou em outubro de 2016 a plataforma Hemotify com intuito de solucionar dois problemas: a sazonalidade de doação de sangue e o nível baixo de estoque de sangue.

Nascido e criado em Três Rios, aos 18 anos, Gabriel se mudou para a cidade de Santa Maria (RS) para cursar faculdade, e, durante uma conversa com Fernando e Ricardo, nasceu a ideia de criar a plataforma gratuita, que já atende 12 hemocentros de 11 cidades diferentes e tem 1.557 usuários cadastrados.

Com pouca verba para divulgar o Hemotify em novas cidades, os amigos estão em busca de um financiamento coletivo para expandir a plataforma e criar novos canais de comunicação entre os hemocentros e os usuários.

A seguir confira a entrevista realizada com Gabriel Branco e saiba como se cadastrar, incluir o hemocentro na plataforma, ajudar o projeto a se desenvolver e com isso aumentar o número de doadores de sangue.

Entre-Rios Jornal: Como nasceu a ideia da plataforma? 

Gabriel Branco: A ideia da plataforma surgiu durante uma conversa com dois amigos, Fernando e Ricardo, que também são sócios do negócio. Estávamos conversando sobre o fato de vermos frequentemente os hemocentros solicitando doação de sangue para repor os estoques à população, seja por Facebook, por rádio, TV, jornal ou pessoalmente. Não existe um meio automatizado, prático e simples de fazer isso. Além disso, apenas 1,9% da população é doadora de sangue, o que é um número muito baixo, além de não suprir as necessidades do país.

ERJ: Qual motivo de vocês terem criado esta plataforma?

GB: Existem épocas do ano em que há doações em excesso (como em períodos perto da páscoa ou do natal, onde as pessoas se solidarizam mais), e períodos em que existem poucas doações (como em feriados prolongados, como o carnaval). Essa sazonalidade prejudica muito os hemocentros. Com nossa plataforma, o objetivo é de manter uma taxa frequente de doações, mantendo sempre o nível de estoque ideal. Porém, para funcionar de forma eficiente, precisamos de um número grande de usuários cadastrados.
ERJ: O que é a plataforma?

GB: O Hemotify é uma plataforma que conecta possíveis doadores de sangue aos hemocentros mais próximos. Une tecnologia e solidariedade, e foi desenvolvida para solucionar dois problemas que existem: a sazonalidade das doações e o nível baixo dos estoques. Feito o cadastro pelo usuário, este passa a receber notificações via Facebook quando o hemocentro da cidade precisar da doação para repor os estoques de sangue.

ERJ: Como a plataforma Hemotify funciona? 

GB: A plataforma, que é gratuita para os hemocentros e usuários, funciona da seguinte forma: o usuário entra no site http://www.hemotify.com, no final da página vai clicar em “Quero ser um Doador”, se cadastra junto com sua conta do Facebook, especifica sua cidade e seu tipo sanguíneo. Todo esse processo dura menos de um minuto, e foi pensado justamente para ser bem rápido e prático. Feito o cadastro, o usuário está apto a receber notificações pelo Facebook sempre que o Hemocentro da cidade precisar da doação do mesmo tipo sanguíneo para repor os estoques de sangue.

No final do site também há o dizer “Inscrever meu Hemocentro”, uma nova página se abrirá e com perguntas do tipo: Nome do hemocentro, CNPJ, Endereço, entre outras. Após preencher a planilha, o hemocentro já estará cadastrado. Feito isso, iremos entrar em contato com o hemocentro para confirmarmos a conta e acertarmos os próximos passos.

Existe também um painel de controle para os hemocentros no nosso site, onde essas unidades controlam o envio das notificações para cada grupo de tipos sanguíneos. Por exemplo: se o hemocentro está com baixo estoque de sangue do tipo O+, este envia notificaçõespara todos os usuários do mesmo tipo sanguíneo, solicitando sua doação.

ERJ: Qual benefício o Hemotify traz para os hemocentros e para os doadores?

GB: Apenas 1,9% da população brasileira doa sangue. Devido essa baixa porcentagem, é comum cirurgias serem canceladas, assim como é comum pessoas que necessitam de doação precisarem estar sempre pedindo à pessoas próximas que doem sangue, causando estresse e preocupação pra toda a família. O mínimo ideal seria termos 5% da população brasileira doando sangue, para sempre termos estoques em boas condições.

O Hemotify vem para tentar resolver esse problema para os hemocentros. Nosso objetivo é criar uma cultura de doação de sangue, solucionar os períodos sazonais e aumentar os estoques de sangue de todo o país. Mas para isso, precisamos alcançar várias pessoas e termos um número grande de usuários cadastrados.

ERJ: Quais são os hemocentros que estão cadastrados na plataforma?

GB: Temos 12 hemocentros cadastrados, de 11 cidades diferentes, são esses:
Hemocentro Regional de Santa Maria e Serviço de Hemoterapia de Santa Maria ltda (Santa Maria – RS), Hemocentro Regional de Santa Rosa (Santa Rosa – RS), Hemocentro Regional de Alegrete (Alegrete – RS), Hemocentro Regional de Passo Fundo (Passo Fundo – RS), Hemoba Irecê (Irecê – Bahia), Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul – HEMORGS (Porto Alegre – RS), Hemocentro Regional de Palmeira das Missões (Palmeira das Missões – RS), Fundação Hemocentro de Brasília (Brasília – DF), Hemocentro Regional de Pelotas – Hemopel (Pelotas – RS), Banco de Sangue – Hospital Santo Ângelo (Santo Ângelo – RS) e Hemocentro Regional de Pelotas – HEMOPEL (Pelotas – RS).

ERJ: Vocês pretendem expandir as ferramentas de comunicação do Hemotify?

GB: Nossa plataforma ainda está nos primeiros passos de desenvolvimento. Por enquanto as notificações só são enviadas via Facebook, porém desejamos incorporar várias outras redes sociais, como Whatsapp, Telegram, Messenger, além de email. Também queremos desenvolver um calendário pessoal para o usuário, onde ele poderá ver quando pode doar novamente, caso já o tenha feito. Também pretendemos colocar a possibilidade do próprio usuário solicitar doações para seus amigos das redes sociais.

ERJ: “Começamos um financiamento coletivo na plataforma catarse”? Explique melhor sobre?

GB: Queremos arrecadar R$ 42.500, que nos garante funcionamento total para três meses, envolvendo os custos de programação e desenvolvimento, publicidade nas redes sociais – para que mais pessoas sejam impactadas -, manutenção do serviço, expansão para mais cidades e trâmites burocráticos. Então, para tentarmos aliviar os custos, que até então estão sendo bancados pelos sócios, iniciamos um financiamento coletivo. A plataforma Catarse é um site para realização de crowdfundings. Crowdfunding, ou financiamento coletivo, é uma ferramenta utilizada para pessoas ou empresas que têm um projeto em estágio inicial ou até mesmo um projeto que ainda não saiu do papel, e precisam de dinheiro para conseguir tocar ou manter funcionando o projeto.

Quem tem interesse em alavancar seu projeto cria um crowdfunding, onde divulga sua ideia para possíveis pessoas interessadas em apoiar. O apoiador, por sua vez, paga um valor em troca de alguma recompensa, no nosso caso, que é uma plataforma digital, caso o apoiador seja uma pessoa física, o menor valor custa R$ 10 e tem em troca seu nome eternizado na nossa plataforma como padrinho do projeto. Já o valor mais alto, R$ 175, inclui adesivos, camiseta, post no facebook em forma de agradecimento, um vídeo exclusivo da nossa equipe agradecendo pelo apoio e nome no site como padrinho.

Também existe a opção de empresas apoiarem, em troca de publicidade, que inclui logo no nosso site como apoiador, post exclusivo na nossa página divulgando o apoiador e o selo Hemotify, que é um selo comprovando que a empresa apoia negócios sociais.

Quem estiver interessado em colaborar pode acessar http://www.catarse.me/projetohemotify ou  http://www.hemotify.com. Apoiando o nosso projeto, você estará contribuindo para criar uma cultura de doação de sangue e ajudando a salvar vidas.

Equipe formada por estudantes da UFSM que faz parte do projeto

Gabriel Branco (Diretor de Marketing e sócio-fundador), Fernando Berwanger (diretor de Desenvolvimento e Expansão e sócio-fundador), Ricardo Morcelli (diretor Financeiro e sócio-fundador), Caroline Ebert e Rômulo Lima (membros da área de expansão). Também fez parte da plataforma o Daltro de Souza, que cuidou da parte de programação. Daltro não está mais participando do projeto.

Fonte: Entre-Rios Jornal

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About Celso Jacob

Economista, professor e político, Celso Jacob. Sejam todos bem-vindos!

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