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Administração é curso que mais recebeu bolsas do Prouni

Desde o início do Programa Universidade para Todos (Prouni) em 2005, o curso para qual mais foram concedidas bolsas foi o de administração, com 381.936 benefícios, segundo o Ministério da Educação. O segundo maior número de bolsas (237.792) foi para o curso de pedagogia. Na sequência estão direito (218.563), ciências contábeis (161.086) e enfermagem (95.453).

Não coincidentemente essas profissões estão entre as dez mais procuradas entre os candidatos que disputaram vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do ano passado e são destaque da série Guia de Carreiras apresentada pelo G1.

O Prouni seleciona estudantes com bolsas parcial e integral levando em conta dois critérios: desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e condição socioeconômica da família do estudante. O sistema funciona nos mesmos moldes do Sisu. Ele reúne bolsas de estudo de instituições de ensino superior particulares, gera notas de cortes e seleciona os candidatos a partir do desempenho no Enem.

Segundo o Ministério da Educação, o Prouni já concedeu desde sua criação em 2005, 2.139.933 bolsas de estudo, sendo 70% integrais. Pouco mais de 5% dos contemplados desistiram do curso.

Entre os beneficiados, 15.368 são professores e outros 15.347 candidatos têm algum tipo de deficiência.

Critérios

Para disputar uma bolsa parcial ou integral é necessário ter média de 450 pontos de nota mínima no Enem, ter sido aluno de escola pública ou bolsista na particular, e obedecer a alguns critérios socioeconômicos.

A bolsa integral é destinada aos estudantes que possuem renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Já o teto da bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade, é de até três salários mínimos. Quem é contemplado pela bolsa parcial pode recorrer ao Financiamento Estudantil (Fies) para pagar a outra meta da faculdade a juros baixos, com início do pagamento depois da conclusão do curso.

Fonte: G1

Governo mantém R$ 5 mil como teto de mensalidade para Fies do 2º semestre

O governo mantém R$ 5 mil como teto de mensalidade para Fies do 2º semestre
Medida não afetará contratos assinados até o 2º semestre de 2016.

Mensalidades acima de R$ 5 mil não serão cobertas integralmente pelo Fies (Foto: Reprodução / EPTV) Mensalidades acima de R$ 5 mil não serão cobertas integralmente pelo Fies (Foto: Reprodução / EPTV)
Mensalidades acima de R$ 5 mil não serão cobertas integralmente pelo Fies (Foto: Reprodução / EPTV)

O governo federal vai manter o teto de R$ 5 mil mensais para contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2017. A decisão foi anunciada em fevereiro e reforçada em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (10).

Até o segundo semestre de 2016, o Fies cobria mensalidades de até R$ 7 mil – ou seja, R$ 42 mil semestrais. A medida de reduzir o limite de gastos faz parte de um pacote de reestruturação do programa, como forma de torná-lo mais sustentável.

Se a mensalidade da universidade estiver acima do teto de R$ 5 mil, o aluno deve bancar a diferença. Por exemplo: se o valor for de R$ 6 mil mensais, o Fies cobrirá R$ 5 mil e o estudante, R$ 1 mil.

Aqueles que tenham assinado o contrato do Fies até o segundo semestre de 2016 não serão afetados pela mudança.

Processo de renovação

Cada contrato de financiamento deve ser renovado (ou aditado) a cada novo semestre. Primeiro, o sistema, chamado SisFies, é aberto para que as instituições insiram os dados sobre os contratos dos estudantes. Depois, o sistema dá acesso aos alunos, que verificam e validam as informações, para que então o procedimento de renovação contratual seja finalizado.

No caso de aditamentos não simplificados, ou seja, quando algum dado cadastral precisa ser alterado, como, por exemplo, o fiador, o processo tem uma etapa extra: ao acessar o SisFies, o estudante precisa emitir um Documento de Regularidade de Matrícula (DRM) e entregá-lo ao banco que serve como agente financeiro do contrato.
Novo Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai sofrer mudanças a partir de 2018. Ainda não há a informação sobre qual será o teto mensal no novo formato do programa.

Veja o que se sabe até agora:

Haverá a divisão em três tipos de contrato, que terão juros e público alvo diferente.

Fies 1: taxa de juros zero, renda familiar per capta de até 3 salários mínimos e residentes no Norte, Nordeste e Centro Oeste

Fies 2: juros de 3%, renda familiar per capta de até 5 salários mínimos, abrangência nacional

Fies 3: juros indefinidos, renda familiar per capta de até 5 salários mínimos, vagas regionais e nacional

O funcionamento do novo Fies vai ainda depender da aprovação de Medida Provisória (MP) que será encaminhada ao Congresso. Depois de aprovada a MP, o governo regulamentará em portaria o funcionamento do programa e dará detalhes ainda não conhecidos do seu funcionamento. Até agora, o MEC já esclareceu os pontos que seguem abaixo.

A nota do Enem continuará sendo critério de seleção? O MEC diz que o exame continuará como critério.

Somente o Fies 2 terá vagas regionais? “Não. Enquanto o Fies 1 é nacional e o Fies 3 terá vagas regionalizadas e nacionais”, informa o MEC.

Haverá prioridade áreas de concentração ou cursos? “A distribuição de vagas para os cursos será regulamentada por portaria em cada semestre de contratação de novas vagas”, diz o MEC.

As vagas “garantidas” pelo MEC serão as do Fies 1? As demais podem ser reduzidas de acordo com os parceiros e fundos regionais? “As 300 mil vagas anunciadas para 2018 foram resultado das negociações já realizadas com os diversos parceiros podendo apenas aumentar”, informa o MEC.

No caso do Fies 2, o que são “fundos constitucionais regionais” apontados como fonte de recursos? “Os Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO) têm como objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social das Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, por meio das instituições financeiras federais de caráter regional, mediante a execução de programas de financiamento aos setores. Os recursos que compõem esses Fundos correspondem a 3% do produto da arrecadação do IPI e IR. Deste total, cabe ao FNO 0,6%, ao FCO 0,6% e ao FNE 1,8%”, afirma o MEC.

Qual a obrigatoriedade dos fundos manter o total de vagas estipuladas pelo MEC? Serão os bancos regionais que vão estipular o número de contratos? “As vagas anunciadas para 2018 foram resultado das negociações já realizadas com os diversos parceiros. Elas podem apenas aumentar”, diz o MEC.

Qual será a participação de bancos privados nos financiamentos? Caixa e Banco do Brasil deixarão de ser os únicos agentes financeiros? “A participação de bancos privados será apenas no Fies 3”, informou o MEC. O Ministério da Fazenda complementa: “Na modalidade do Fies 3, em que os recursos do Fies advêm dos Fundos de Desenvolvimento Regional e do BNDES poderão coexistir vários agentes financeiros. Assim, bancos privados e públicos poderão conceder empréstimos ao estudante. Esses agentes assumirão o risco do financiamento. Na modalidade do Fies 2, os recursos do Fies advêm dos Fundos Constitucionais, os agentes financeiros serão os próprios bancos gestores dos fundos (BNB, Basa e BB), mas, se outros bancos quiserem operar, também poderão, desde que paguem uma taxa de utilização dos empréstimos para os aludidos bancos gestores. Na modalidade do Fies 1, em que os recursos do Fies advêm do Tesouro Nacional, um único banco público federal será o agente financeiro.”

Qual o percentual de juros do Fies 3? “Será regulado pelo mercado tendo em vista que é operado pelos bancos privados, porém é esperado que sejam menores do que os praticados hoje pelas empresas privadas de crédito estudantil”, informou o MEC. O Ministério da Fazenda complementa: “Será o custo de captação do funding (Fundos de Desenvolvimento e BNDES) mais o spread de cada instituição financeira. Atualmente o mercado de crédito privado estudantil já existe, mas ainda é incipiente, com custo de captação elevado, o que faz com que a taxa de juros cobrada dos estudantes seja muito alta. Assim, a ideia do Fies 3 é fornecer funding público, de forma a fomentar esse mercado, ao reduzir o custo de captação dos agentes financeiros e, consequentemente, a taxa de juros final cobrada do aluno.”

Qual o valor da taxa de coparticipação que o aluno terá de pagar ao longo do curso e deve continuar pagando caso não tenha emprego formal e não consiga destinar 10% do salário? Como essa taxa é calculada? “Atualmente, o estudante já paga uma coparticipação do empréstimo do FIES ao longo do curso, média de 24% da mensalidade. Com o novo FIES, a coparticipação dependerá da renda da família e do valor da mensalidade do curso que o aluno fizer. Se o egresso não conseguir imediatamente um emprego, a sua família pagará apenas a coparticipação mínima que ele já pagava ao longo do curso”, informa o MEC.

Ainda será necessário fazer aditamentos a cada semestre? O MEC diz que sim. A Fazenda acrescenta: “Ainda não foi definido. Será definido pelo novo Comitê Gestor do Fies. Mas, se houver aditamentos, estes serão mais simplificados.”

O valor máximo de mensalidade financiada já foi de até R$ 7.600 e foi reduzido para R$ 5 mil. No novo Fies não existirá mais limite de mensalidade financiada? “Isso será regulamentado por portaria após aprovação da MP”, de acordo com o MEC. O Ministério da Fazenda aponta outra possibilidade: “Será definido pelo novo Comitê Gestor do Fies. A tendência é que haja limite máximo nas modalidades em que o subsídio seja maior, como o Fies I.”

Como será a cobrança automática das parcelas no salário e no rendimento de empresas em nome do beneficiado? “O pagamento será feito por meio da plataforma do e-social, que englobará não só o pagamento do Fies como o de outras obrigações acessórias (FGTS, Impostos). O empregado formal terá retenção direta na folha de pagamento. Outras modalidades de ocupação, como informal, empresário e autônomo, assim como os desempregados, farão seu próprio recolhimento no e-social. Lembra-se que, caso a renda auferida seja baixa ou nula, o pagamento deverá ser de apenas um valor mínimo”, de acordo com o Ministério da Fazenda.

Haverá um prazo estipulado para que o aluno consiga um emprego formal e possa, de fato, começar a pagamento o financiamento? “O pagamento da prestação da amortização do financiamento começará apenas quando o estudante tiver renda formal. O estudante que não tiver renda formal seguirá pagando apenas o valor mínimo que ele já estava pagando ao longo do curso, assim como no modelo atual do Fies. A modelagem do novo Fundo Garantidor prevê a cobertura do período em que o aluno se encontra desempregado. Não há prazo para o não pagamento.”

Haverá algum limite de prazo para que o beneficiado possa terminar de quitar a dívida? Como esse prazo será calculado? “O prazo respeitará a capacidade de pagamento do aluno, tendo um limite de 14 anos o que representa em média 2 anos a mais do que o modelo atual.”

Quem não pagar o Fies vai entrar em alguma lista de mau pagador, como o SPC? O MEC afirma que não. A Fazenda, porém, ainda acrescenta: “Sim, o aluno inadimplente poderá ter seu nome inserido no SPC e no Serasa ou outras negativações disponíveis. Todavia, há possibilidade de o CG-Fies futuramente definir “suspensão do pagamento” da dívida para o egresso do Fies que, realmente, não obtiver renda e/ou emprego, retirando-o também dessa lista.”

Pela primeira vez em 380 anos, Harvard tem maioria ‘não branca’ de calouros

Mais da metade dos estudantes que entrarão em Harvard neste ano não será branca.

Entre os calouros que iniciam o ano letivo neste mês na universidade, que formou mais presidentes americanos do que qualquer outra, 50,8% vêm de minorias. Nos 380 anos de história da prestigiada instituição, é a primeira vez que isso acontece, segundo os números oficiais.

No ano passado, o percentual foi de 47,3%. Americanos de descendência asiática são 22,2% do total, seguidos pelos afro-americanos, com 14,6%. Os estudantes hispânicos e latinos respondem por 11,6% dos ingressantes e os descendentes de índios americanos e de habitantes das ilhas do Pacífico, juntos, somam 2,5%.

O marco histórico foi divulgado apenas dias depois de Harvard se ver em meio a uma polêmica relacionada a ações afirmativas que envolveu o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o jornal The New York Times.

No dia 1º de agosto, a publicação afirmou em reportagem que o órgão estava se preparando para processar universidades cujas políticas de admissão envolvessem ações afirmativas, sob a prerrogativa de que essas práticas discriminavam candidatos brancos.

O texto dizia, com base em um memorando interno, que recursos da divisão de direitos civis do departamento seriam usados na ação.

O órgão respondeu, entretanto, que não tinha quaisquer planos de investigar se as universidades estavam escolhendo seus estudantes utilizando critérios raciais.
O documento ao qual o jornal teve acesso, disse o Departamento de Justiça, que se referia a um “novo projeto sobre (…) discriminação racial intencional”, tratava-se na verdade de uma denúncia feita em 2015 por uma coalizão de grupos de americanos de descendência asiática.

A queixa acusava Harvard e outras universidades que fazem parte das chamadas “Ivy League” – grupo de oito instituições que estão entre as mais prestigiadas do país e que inclui Columbia, Brown e Princeton – de usar um sistema de cotas que acabava excluindo asiáticos com bom desempenho nas provas.

Diversidade

Rachel Dane, porta-voz de Harvard, disse que a universidade estava “comprometida em matricular turmas com diversidade”.

“Para se tornarem líderes em nossa sociedade heterogênea, os estudantes precisam ter a habilidade de trabalhar com pessoas de diferentes origens, experiências de vida e perspectivas”, afirmou.

“O processo de admissão de Harvard considera cada candidato como um indivíduo em todos os aspectos, e nós olhamos para uma série de fatores, consistentes com os padrões legais estabelecidos pela Suprema Corte dos Estados Unidos.”

A Suprema Corte proibiu o uso de cotas raciais no processo de admissão das universidades, mas considerou que as escolas podem considerar raça como parte da “análise holística” dos candidatos.

Roger Clegg, presidente da organização de direita Center for Equal Opportunity e ex-alto funcionário da divisão de direitos civis do Departamento de Justiça, disse à BBC considerar que as ações afirmativas estão ultrapassadas.

“Entendo a percepção de que os afro-americanos têm sido tratados de forma errada neste país por muito tempo, e logo depois que nos livramos das leis Jim Crow (que institucionalizaram a segregação racial), não foi uma má ideia dar atenção especial (a esse grupo) e não a alguém que tinha sido beneficiado pela Jim Crow”, afirmou.

“Mas estamos em 2017. Jim Crow deixou de existir há muito tempo e estamos falando sobre dar preferência a latinos enquanto se discriminam americanos de descendência asiática. Que lógica tem esse tipo de situação?”, completou.

Uma avaliação alternativa vem de Brenda Shum, diretora do Educational Opportunities, projeto da organização de advogados Lawyers’ Committee for Civil Rights Under Law, que luta pela igualdade de direitos.

Ela disse à BBC que estudantes de todas as etnias se beneficiam de uma experiência universitária mais heterogênea.

“Nós devemos isso aos nossos estudantes, dar a eles um ambiente de aprendizado integrado, que seja reflexo do mundo em que eles estão vivendo.”

Fonte: G1

Demanda por crédito do Fies é tres vezes maior que a oferta de vagas no 2º semestre de 2017

A demanda pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) superou em mais de três vezes o número de vagas ofertadas para o segundo semestre deste ano, informou nesta sexta-feira o Ministério da Educação (MEC).

Segundo o órgão, 224.244 estudantes se cadastraram para obter financiamento estudantil do Fies no segundo semestre, ante 75 mil vagas ofertadas pelo governo federal para o período.

No primeiro semestre, o MEC já havia ofertado 150 mil vagas. Conforme o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 121,9 mil contratos foram formalizados até agora em 2017.

Desde sua criação em 1999, o Fies tem 2,3 milhões de contratos ativos, dos quais 336 mil em fase da amortização, informou o FNDE.

Fonte: G1

Como o Canadá se tornou uma superpotência em educação

Em debates sobre os melhores sistemas educacionais do mundo, os nomes mais citados costumam ser de países nórdicos, como a Noruega e a Finlândia, ou de potências como Cingapura e Coreia do Sul. Embora seja muito menos lembrado, o Canadá subiu ao topo dos rankings internacionais.

Na mais recente rodada de exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade que reúne países desenvolvidos), o Canadá ficou entre os dez melhores países em matemática, ciências e interpretação de texto.

As provas são o maior estudo internacional de desempenho escolar e mostram que os jovens do Canadá estão entre os mais bem educados do mundo. Eles estão muito à frente de vizinhos como os Estados Unidos e de países europeus com quem têm laços culturais, como o Reino Unido e a França.

O Canadá também tem a maior proporção de adultos em idade produtiva com educação superior – 55%, em comparação com uma média de 35% de países da OCDE.
Alunos imigrantes

O sucesso do Canadá em testes escolares é incomum ao ser comparado com tendências internacionais. Os países com melhor desempenho costumam ser pequenos, com sociedades homogêneas e coesas e com cada pedaço do sistema educacional integrado a uma estratégia nacional – como em Cingapura, que tem sido usado como exemplo de progresso sistemático.

O Canadá nem sequer tem um sistema educacional nacional, pois a organização é baseada em províncias autônomas. E é difícil imaginar um contraste maior entre uma cidade-Estado como Cingapura e um país de dimensões continentais como o Canadá.
Em uma tentativa de entender o sucesso do Canadá na educação, a OCDE descreveu o papel do governo federal no setor como “limitado e às vezes inexistente”.

Também é bem conhecido o fato de que o Canadá tem um alto número de imigrantes em suas escolas. Mais de um terço dos jovens no Canadá têm ambos os pais oriundos de outro país.

Os filhos das famílias de imigrantes recém-chegados se integram em um ritmo rápido o suficiente para ter o mesmo desempenho de seus colegas de classe. Quando o último ranking da OCDE é analisado em detalhe, os resultados regionais do Canadá são ainda mais impressionantes.

Se as províncias se inscrevessem no teste como países separados, três delas (Alberta, Quebec e British Columbia) estariam entre os cinco primeiros lugares em ciências, junto com Cingapura e Japão e à frente de lugares como Finlândia e Hong Kong.
Afinal, como o Canadá superou tantos outros países na área de educação?

Andreas Schleicher, o diretor de educação da OCDE, diz a característica que une os diversos sistemas educacionais do país é a igualdade.

Apesar de diversas diferenças nas políticas educacionais, um traço em comum entre todas as regiões do país é o comprometimento em oferecer igualdade de oportunidades na escola. Schleicher diz que existe um forte senso de equilíbrio e igualdade de acesso – o que pode ser observado na alta performance acadêmica de filhos de imigrantes.

Até três anos depois de chegar ao país, os alunos imigrantes alcançam notas tão altas quanto as de seus colegas. Isso torna o Canadá um dos poucos países em que crianças imigrantes atingem um patamar similar aos das não-imigrantes.

Outra característica distinta é que os professores são muito bem pagos em comparação com os padrões internacionais – e o ingresso na profissão é altamente seletivo.
Oportunidades iguais David Booth, professor do Instituto para Estudos em Educação da Universidade de Toronto, destaca um forte investimento de base em alfabetização.

Existiram esforços sistemáticos para melhorar a alfabetização, com a contratação de educadores bem treinados, investimento em recursos como bibliotecas nas escolas e avaliações para identificar escolas ou alunos que possam estar tendo dificuldades.
John Jerrim, do Instituto UCL de Educação de Londres, diz que o ótimo desempenho do Canadá nos rankings internacionais reflete a homogeneidade socioeconômica do país.

O país não é uma nação de extremos. Pelo contrário, seus resultados mostram uma média alta, com pouca diferença entre os estudantes mais e menos favorecidos.
No mais recente Pisa, o exame da OCDE, a variação de notas causada por diferenças socioeconômicas entre os estudantes canadenses foi de 9%, em comparação com 20% na França e 17% em Cingapura, por exemplo.

Os resultados mais igualitários explicam porque o Canadá está indo tão bem em exames internacionais. O país não tem nem uma fatia residual de estudantes com desempenho ruim, o que normalmente é algo relacionado à pobreza.

É um sistema consistente. Além da pouca diferença entre estudantes ricos e pobres, também há uma variação muito pequena entre diferentes escolas, em comparação com a média de países desenvolvidos.

Segundo o professor Jerrim, o alto número de imigrantes não é visto com um potencial entrave ao sucesso nos exames – o fato é provavelmente um dos ingredientes dos bons resultados.

Os imigrantes que vivem no Canadá, muitos de países como a China, a Índia e o Paquistão, têm educação relativamente alta, e a ambição de ver seus filhos se tornarem profissionais bem sucedidos.

O especialista afirma que essas famílias têm “fome de sucesso”, e que suas altas expectativas provavelmente influenciam o desempenho escolar de seus filhos.
O professor Booth, da Universidade de Toronto, também cita esse fato. “Muitas famílias recém-chegadas ao Canadá querem que seus filhos tenham sucesso, e os alunos têm motivação para aprender”, diz.

Este ano tem sido excepcional para a educação no Canadá. As universidades estão aproveitando o “efeito Donald Trump”, com um número recorde de inscrições de estudantes que enxergam o Canadá como uma alternativa aos Estados Unidos após a eleição do atual presidente.

A vencedora do Prêmio Global de Professores também é canadense – Maggie MacDonnel está usando a condecoração para fazer campanha pelo direitos dos estudantes indígenas.

Fonte: G1

Inscrição para revalidar diplomas médicos começa em 24 de julho

O período de inscrições para a primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) começa na próxima segunda-feira (24) e termina às 23h59 do dia 4 de agosto.

O cronograma foi anunciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (17). As inscrições devem ser feitas pelo portal do Inep.

A primeira etapa do exame será em 24 de setembro e contará com provas objetiva e discursiva. As provas serão aplicadas nas capitais Rio Branco, Manaus, Salvador, Fortaleza, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Os participantes poderão escolher em qual dessas cidades fazer o exame.

Somente quem for aprovado nessa primeira etapa seguirá para a próxima fase, uma avaliação de habilidades clínicas, em 10 e 11 de março de 2018.

O valor da taxa de inscrição na primeira fase é de R$ 150 e deve ser pago até 9 de agosto. O participante aprovado deve confirmar a inscrição na segunda etapa entre os dias 6 e 9 de novembro e pagar a taxa de R$ 450.

Revalida

O exame reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem atuar no Brasil. Podem participar brasileiros ou estrangeiros em situação legal, com diploma médico expedido por instituição de educação superior estrangeira reconhecida no país de origem pelo seu Ministério da Educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira.

Clique aqui para acessar o edital.

Fonte: Portal Brasil